Meio-dia
Meio-dia. Sol a pino.Corre de manso o regato.Na igreja repica o sino;Cheiram as ervas do mato.
Na árvore canta a cigarra;Há recreio nas escolas:Tira-se, numa algazarra,A merenda das sacolas.
O lavrador pousa a enxadaNo chão, descansa um momento,E enxuga a fronte suada,Contemplando o firmamento.
Nas casas ferve a panelaSobre o fogão, nas cozinhas;A mulher chega à janela,Atira milho às galinhas.
Meio-dia! O sol escalda,E brilha, em toda a pureza,Nos campos cor de esmeralda,E no céu cor de turquesa...
E a voz do sino, ecoandoLonge, de atalho em atalho,Vai pelos campos, cantandoA Vida, a Luz, o Trabalho.
Comments
Loading comments…