Messalina
Recordo, ao ver-te, as épocas sombriasDo passado. Minh'alma se transportaÀ Roma antiga, e da cidade mortaDos Césares reanima as cinzas frias;
Triclínios e vivendas luzidiasPercorre; pára de Suburra à porta,E o confuso clamor escuta, absorta,Das desvairadas e febris orgias.
Aí, num trono erecto sobre a ruínaDe um povo inteiro, tendo à fronte impuraO diadema imperial de Messalina,
Vejo-te bela, estátua da loucura!Erguendo no ar a mão nervosa e fina,Tinta de sangue, que um punhal segura.
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