Sahara Vitae
Lá vão eles, lá vão! O céu se arqueiaComo um teto de bronze infindo e quente,E o sol fuzila e, fuzilando, ardenteCriva de flechas de aço o mar de areia...
La vão, com os olhos onde a sede ateiaUm fogo estranho, procurando em frenteEsse oásis do amor que, claramente,Além, belo e falaz, se delineia.
Mas o simum da morte sopra: a trombaConvulsa envolve-os, prostra-os; e aplacadaSobre si mesma roda e exausta tomba...
E o sol de novo no ígneo céu fuzila...E sobre a geração exterminadaA areia dorme plácida e tranqüila.
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