Cérbero

É, não vens mais aqui... Pois eu te espero,Gele-me o frio inverno, o sol adustoDê-me a feição de um tronco, a rir, vetusto- Meu amor a ulular... E é o teu Cérbero!

É, não vens mais aqui... E eu mais te quero,Vago o vergel, todo o pomar venustoE a cada fruto de ouro estendo o busto,Estendo os braços, e o teu seio espero.

Mas como pesa esta lembrança... a voltaDa aléia em flor que em vão, toda transponho,E onde te foste, e a cabeleira solta!

Vais corações rompendo em toda a parte!Virás, um dia... E à porta do meu SonhoJá Cérbero morreu, para agarrar-te.

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