Floresta Morta
Por que, à luz de um sol de primaveraUrna floresta morta? Um passarinhoCruzou, fugindo-a, o seio que lhe deraAbrigo e pouso e que lhe guarda o ninho.
Nem vale, agora, a mesma vida, que eraComo a doçura quente de um carinho,E onde flores abriram, vai a fera— Vidrado o olhar — lá vai pelo caminho.
Ah! quanto dói o vê-la, aqui, Setembro,Inda banhada pela mesma vida!Floresta morta a mesma cousa lembro;
Sob outro céu assim, que pouco importa,Abrigo á fera, mas, da ave fugida,Há no meu peito urna floresta morta.
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