Mare Vitae

— Remar! remar! — E a embarcação ligeiraFoi deslizando, como um sonho da água.De pé, na proa, era a gonfaloneira— Remar! remar! — a minha própria Mágoa.

E esmaia, logo, uma ilusão. E afago-aAo som de fogo de canção guerreira,Vai deslizando como um sonho da água— Remar! remar! a embarcação ligeira.

Mas uma voz de súbito. Gemendo,Sob o silêncio côncavo dos astrosQuem canta assim de amor? Eu não compreendo...

E oh! Morte — eu disse — esta canção me aterra:Dá-me que tremam palpitando os mastrosAo som vermelho da canção de guerra.

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