Vinho

Alma presa da Grécia, em prisão de turquesa!Vibre a Vida a cantar nessas taças à Vida,Como, dentro do Sangue, a Alma da Natureza— Num seio nu, num ventre nu, — ferve incendida!

Vinho de Cós! e quente! a escorrer sobre a mesaComo um rio de fogo, onde vela perdida,Braço branco, embalada à flor da correnteza,Floresce ao sol, floresce à luz, floresce à Vida!

Oh! bem-vinda; bem-vinda essa vela que chega!Nau de rastro que traz a ilusão de uma gregaDescerrando à Volúpia a clâmida aquecida...

Vinho de Cós! vinho de Cós! e os nossos olhosDe Virgílios a errar entre vagas e escolhos,Argonautas de Amor sobre os mares da Vida!

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