De novo traz as aparentes novas

De novo traz as aparentes novasFlores o verão novo, e novamenteVerdesce a cor antigaDas folhas redivivas.Não mais, não mais dele o infecundo abismo,Que mudo sorve o que mal somos, tornaÀ clara luz supernaA presença vivida.Não mais; e a prole a que, pensando, deraA vida da razão, em vão o chama,Que as nove chaves fechamDa Stige irreversível.O que foi como um deus entre os que cantam,O que do Olimpo as vozes, que chamavam,Scutando ouviu, e, ouvindo,Entendeu, hoje é nada.Tecei embora as, que teceis, grinaldas.Quem coroais, não coroando a ele?Votivas as deponde,Fúnebres sem ter culto.Fique, porém, livre da leiva e do Orco,A fama; e tu, que Ulisses erigira,Tu, em teus sete montes,Orgulha-te materna,Igual, desde ele, às sete que contendemCidades por Homero, ou alcaica Lesbos,Ou heptápila Tebas,Ogígia mãe de Píndaro.

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