O camareiro do rei

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

Eu era amada do coração,Hoje não o sou, nem sei porque não.

Quando eu na minha vinha entrei,Rasto de ladrão achei.

Eu fui o tal ladrãoQue na tua vinha entrei;Verdes parras arredei;Lindos cachos de uvas vi;Mas juro-te á fe de ReiQue eu nas uvas nem buli.

Una vigna no piantà.Per travers é intràChi la vigna ni ha goastà.Han fait gran peccàDi far ains che tant mal.

Vigna sum, vigna sarai,La mia vigna non fali mal.

Se cossi è como è narràPlu amo la vigna che fis mai.

Vinha era, e vinha sou,Fui amada, e já o não sou.E não sei porque rasãoA vinha perdeu a estimação.

Vinha eras, vinha serás,Amada eras, e já o não serás.Pela pata do leãoA vinha perdeu a estimacão.

N'aquella vinha eu entreiEm pampano algum toquei,Pelo sceptro que tenho aquiNenhum fructo lá comi.

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